Enquanto o Treze se prepara para encerrar oficialmente a temporada 2025 dentro de campo, nos bastidores, a diretoria tenta seguir com o processo de quitação das dívidas do clube. Nessa quarta-feira (23), representantes do Galo do Borborema se reuniram para a Assembleia Geral de Credores da Recuperação Judicial do Treze. Apesar do encontro não ter a presença mínima de credores, o clima é de otimismo para que acordos sejam fechados.
De acordo com o diretor de marketing do Treze, Cláudio Killa, essa falta de quórum é normal e uma nova reunião já foi marcada para o próximo dia 30. O dirigente explicou que atualmente o clube galista possui apenas dívidas trabalhistas e cível, que estão sendo negociadas desde 2023. Apesar do primeiro encontro não ter iniciado, Killa destacou que a relação com os credores é muito boa e todos têm consciência da situação atual da agremiação alvinegra, o que pode facilitar os acordos dos débitos pendentes e tornar o clube mais viável para investimentos.
Nós temos uma boa expectativa para a continuidade dessa reunião, porque, embora ela não tenha iniciado hoje, os advogados e credores estavam presentes e continuamos avançando nas negociações. Negociamos esses créditos desde 2023, quando a recuperação judicial foi ajuizada, e continuamos tentando fechar mais acordos antes da Assembleia começar. É uma relação positiva (com os credores) por uma razão muito simples: todos os compromissos que essa diretoria assumiu perante à Justiça e os advogados, eles sempre foram cumpridos. Em 2023, nós chegamos a pagar o valor equivalente a R$ 3,5 milhões, que é um fato inédito aqui na Paraíba, nunca nenhum clube quitou ações trabalhistas desse monte. Fizemos essa maratona de acordos judiciais, mas a dívida continuou avançando e, infelizmente, não conseguimos mais pagar. Então, a relação com esses advogados e credores é muito boa, todos eles sabem que qualquer dívida, qualquer ação no Treze passa por uma recuperação judicial, explicou o diretor de marketing.
Em 2023, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou o pedido de recuperação judicial protocolado pelo Treze, como uma forma de preservar o patrimônio e atender aos credores públicos e privados. Na época, o clube trezeano declarou ter R$ 25 milhões em dívidas. No entanto, o presidente Artur Bolinha disse, neste ano, que esse montante era de R$ 36 milhões.
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Foto: Rafael Costa / Treze
