TJDF-PB adia julgamento após pedido da defesa do Atlético de Cajazeiras; entenda
Julgamento é referente ao processo que puniu o time em 2025 por causa dos episódios ocorridos durante a semifinal da Segunda Divisão do Paraibano
Raniery Soares
16 de janeiro de 2026

O Atlético de Cajazeiras conseguiu uma vitória importante, ainda que momentânea, no Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB). Na noite desta quinta-feira (14), a 3ª Comissão Disciplinar adiou o julgamento do Trovão Azul do Sertão, referente ao processo que puniu o time em 2025 por causa dos episódios ocorridos durante a semifinal da Segunda Divisão do Paraibano do ano passado.

Os advogados de defesa do Atlético de Cajazeiras, Samuel Lourenço e Vitor Gonçalves, solicitaram o adiamento do julgamento, alegando que tinham assumido o processo recentemente e precisariam de um pouco mais de tempo para entenderem mais a problemática do tema, além de buscar provas que possam colaborar positivamente com a situação do clube sertanejo.

O relator Antônio Barreto afirmou que o clube não poderia alegar desconhecimento, pois a denúncia foi feita desde outubro, mas por também ser advogado, entendeu que a situação alegada pela defesa é comum e, por isso, concedeu o prazo.

Um outro pedido feito pela defesa foi para que o processo fosse julgado apenas após o Campeonato Paraibano 2026, alegando que um resultado negativo para o Atlético de Cajazeiras poderia influenciar no desempenho do time na competição, além de uma possível rejeição da torcida. Porém, este pedido não foi atendido.

O primeiro jogo do Trovão Azul do Sertão em casa está programado para quarta-feira (21), às 19h30, diante do Esporte de Patos. A expectativa em torno deste julgamento é que a partida poderia acontecer com portões fechados, mas com esse adiamento, será permitida a presença de torcedores.

Entenda o caso

A final da Segunda Divisão do Campeonato Paraibano entre Atlético de Cajazeiras e Confiança de Sapé, realizada no dia 8 de outubro de 2025, aconteceu no Estádio Amigão, em Campina Grande.

A decisão foi do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Paraíba (TJDF-PB), Carlos Emílio Farias de França, que determinou a interdição imediata do estádio Perpetão e a perda cautelar de mando de campo do Atlético de Cajazeiras por duas partidas. 

De acordo com a súmula do jogo entre Atlético de Cajazeiras e Desportiva Guarabira, válida pela semifinal da Segunda Divisão do Campeonato Paraibano do ano passado, diversos episódios de violência e desrespeito foram registrados. A partida terminou empatada em 2 a 2 no tempo normal, com classificação do Atlético nos pênaltis, mas foi marcada por cenas lamentáveis envolvendo torcedores, dirigentes e até o presidente do clube sertanejo.

Conforme o relato, torcedores do Atlético arremessaram copos, garrafas, latas de cerveja e até sandálias em direção ao campo de jogo, especialmente após o gol de empate da equipe visitante. Durante a confusão, membros da diretoria do clube invadiram o gramado e ofenderam a equipe de arbitragem com xingamentos e acusações de favorecimento.

A árbitra também relatou que o presidente do Atlético, Paulo Albuquerque, proferiu insultos e críticas à Federação Paraibana de Futebol (FPF), alegando perseguição e parcialidade da arbitragem. A confusão levou ao encerramento antecipado da partida e exigiu a intervenção da Polícia Militar para garantir a segurança dos árbitros.

Após o apito final, uma lata de cerveja lançada da arquibancada atingiu o quarto árbitro, Romário Medeiros, que precisou ser encaminhado ao Hospital Regional de Cajazeiras, onde recebeu três pontos no ferimento.

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Foto: Reprodução / Youtube

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