Mesmo com a contratação de Domingos Duarte encaminhada, o São Paulo não considera encerrada a busca por reforços para o sistema defensivo.
Novo cenário
A reportagem apurou que a diretoria seguirá monitorando o mercado em busca de mais um zagueiro, embora sem a mesma urgência que marcou as últimas semanas da janela.
A situação mudou significativamente em relação ao início do mercado. Antes tratado como prioridade absoluta, o setor defensivo ganhou uma nova alternativa com a chegada de Domingos Duarte, que já deu sua palavra ao clube e deve assinar contrato até o meio de 2028.
Além do ex-Getafe, que estava livre no mercado, o Tricolor também entrou em acordo verbal com Aurélio Buta, que aceitou proposta por um contrato válido até o ano que vem.
Também livre no mercado, Buta é visto internamente como um jogador de perfil versátil. Além da função de origem, o lateral-direito natural de Angola também pode atuar como ponta e como zagueiro, oferecendo mais opções para Dorival Júnior ao longo da temporada.
A dupla chega também reforçada pela reintegração de Arboleda. Afastado nos últimos meses por questões disciplinares, o equatoriano voltou a treinar com o elenco principal após uma revisão interna conduzida pela nova direção de futebol, agora liderada pelo ex-capitão Rafinha e pelo advogado Felipe Carvalho, após a demissão de Rui Costa.
A chegada de outro reforço, contudo, está atrelada a eventuais saídas, para flexibilizar os gastos e abrir espaço nas mensalidades. Como o UOL revelou, Cédric Soares e outros quatro jogadores já estavam fora dos planos no período pré-Copa do Mundo.
Saída planejada
A busca por um novo defensor segue viva, porém, por conta da saída de Alan Franco. O argentino pediu para deixar o São Paulo ainda em maio, pouco depois da chegada de Dorival Júnior, alegando desgaste na relação com o clube e entendendo que teria pouco espaço com o treinador, repetindo o cenário vivido na primeira passagem do técnico pelo Morumbis.
Ao UOL, múltiplas fontes com entrada no CT da Barra Funda ressaltaram que, apesar de tudo, o jogador ainda era considerado peça importante pela comissão técnica para o 2° semestre. As diversas alegações, no entanto, de incômodos musculares e ausências em treinamentos já estavam incomodando internamente.
Além disso, o staff do zagueiro chegou a sinalizar a possibilidade de recorrer à Fifa para cobrar valores pendentes, o que acelerou as conversas por uma transferência. O destino será o Tigres, do México, em um empréstimo de uma temporada mas que deve durar até dezembro do ano que vem.
A operação renderá US$ 500 mil ao São Paulo e prevê opção de compra fixada em US$ 1,5 milhão, além de uma cláusula que estenderá, de forma automática, o vínculo por outros seis meses.
Para viabilizar o negócio, Alan Franco abriu mão de US$ 250 mil que ainda tinha a receber em luvas, enquanto o Tigres assumirá integralmente o pagamento de seus salários.
Mudança de estratégia
Se antes a diretoria trabalhava sob pressão para contratar um zagueiro, agora o cenário é mais confortável.
Por isso, o São Paulo deixou de buscar um reforço para a posição a qualquer custo. A orientação do departamento de futebol passou a ser monitorar o mercado em busca de uma oportunidade que se encaixe na realidade financeira do clube, sem a necessidade de acelerar negociações.
A postura também reflete a experiência vivida nas últimas semanas. O Tricolor abriu negociações com Arthur Chaves, do Hoffenheim, e apresentou diferentes modelos de negócio priorizando um empréstimo, mas recebeu sucessivas negativas do clube alemão.
Antes disso, tentou contratar Domingos Duarte em duas oportunidades, sem sucesso por divergências salariais, até que o defensor português reduziu a pedida e destravou o acordo.
Além dos dois principais alvos, o São Paulo também analisou nomes como o cria do Vasco Ricardo Graça, livre no mercado, e também de Felipe Silva, do Porto B. Não houve, no entanto, avanço por nenhum dos dois.
Receba todas as notícias do Arena Correio no Whatsapp
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
