Roberto Fernandes admite falta de agressividade do Treze e dispara: ‘tem que se impor’
Técnico do Galo reconheceu falhas da equipe e acendeu o alerta às vésperas da última rodada do Campeonato Paraibano
19 de fevereiro de 2026

A derrota no clássico para o Botafogo-PB por 2 a 0, nesta quarta-feira (18), expôs mais do que erros pontuais do Treze. Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Roberto Fernandes reconheceu falhas da equipe e acendeu o alerta às vésperas da última rodada do Campeonato Paraibano 2026.

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Apesar de classificar o primeiro tempo como equilibrado, Roberto foi direto ao apontar o momento decisivo da partida: dois erros consecutivos no início do segundo tempo.

“A gente deu dois vacilos muito rápidos e eles foram oportunistas”, afirmou, reconhecendo que o Belo soube definir o jogo quando teve a chance.

O tom mais contundente veio ao falar da postura ofensiva do Treze. Segundo o treinador, o time até teve posse de bola, mas foi inofensivo onde mais precisava.

“Hoje faltou muita agressividade do nosso ataque. Chegava no último quarto do campo e não tinha passe de ruptura, não tinha penetração, não tinha cruzamento”, disparou. Na sequência, exaltou o rival: “O Botafogo-PB mostrou que o último terço do campo é passe de ruptura e definição”, frisou.

Questionado sobre a saída do volante Kevin Rivas, Roberto foi categórico ao admitir a limitação do elenco. “A gente não tem outro volante com a característica dele”, disse, reconhecendo que a mudança afetou diretamente a intensidade do meio-campo, confessando que escancara fragilidades do grupo.

Outro trecho que chamou atenção foi quando o técnico falou sobre o ambiente de pressão. “O grupo não consegue ter uma paz acima de um jogo. A gente vence e não consegue ter sequência”, afirmou.

Em seguida, deixou uma frase de impacto que repercutiu entre torcedores: “Pressão é privilégio. Para quem sabe aproveitar é oportunidade, para quem não sabe, fica pelo caminho”, falou.

Roberto também rebateu críticas ao desempenho do Treze contra os principais concorrentes, mas sem usar isso como justificativa. Admitiu que o elenco é jovem, formado há pouco mais de dois meses, e carece de experiência, mas reforçou: “Isso não é desculpa. A gente precisa aumentar nosso nível de competitividade em jogos desse nível”, disse.

Mesmo com o discurso duro, o treinador reforçou que a classificação ainda depende apenas do Treze, atualmente na quarta colocação.

“Ninguém chega na última rodada com chance de classificação à toa. O Treze tem que se impor e buscar essa vaga”, concluiu, em tom de cobrança ao elenco galista.

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Foto: Reprodução / Treze TV

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