A contratação do meia Nenê, de 44 anos, para a temporada 2026 reacende uma marca do Botafogo-PB: a aposta, vez ou outra, em jogadores veteranos com carreiras consolidadas no futebol nacional.
Ao longo da história, o Belo abriu espaço no elenco para esses atletas experientes, na perspectiva de que esses nomes pudessem agregar liderança (dentro e fora de campo), visibilidade e principalmente expectativa de retorno técnico para o elenco.
O Arena Correio relembra alguns dos nomes que fizeram parte desse perfil de investimento no Botafogo-PB:
Léo Moura
Um dos principais laterais-direitos da história do futebol brasileiro, Léo Moura chegou ao Botafogo-PB com 41 anos, carregando no currículo títulos de peso quando vestiu a camisa do Flamengo ao longo de 11 temporadas.
A contratação teve grande repercussão nacional e foi uma tentativa de unir experiência e marketing, já que a ideia da diretoria à época era aumentar o número de sócios do Alvinegro da Estrela Vermelha.
Com a camisa do Belo, Léo Moura esteve em 12 partidas entre Campeonato Paraibano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série C do Campeonato Brasileiro.

Felipe
Felipe chegou ao Botafogo-PB com a missão de substituir o também goleiro Saulo, à época um dos principais nomes do time paraibano. Campeão da Copa do Brasil com Corinthians (2009) e Flamengo (2013), além de um título da Série B do Brasileiro com o Timão, o defensor foi contratado pelo Belo quando tinha 35 anos.
Atuar pelo Botafogo-PB foi a oportunidade para Felipe retornar ao Brasil, após uma temporada no futebol da Hungria.
No Belo, o goleiro permaneceu durante duas temporadas, disputando 39 partidas, sendo: 11 jogos pelo Campeonato Paraibano, 14 jogos pela Copa do Nordeste e 14 jogos pela Série C do Brasileiro. O aproveitamento foi de 47,86%, sofrendo 35 gols e ainda defendendo dois pênaltis.

Warley
Ídolo em clubes da Paraíba e do Brasil, a história de Warley no Botafogo-PB não tinha como ser diferente. Camisa 9 clássico, atacante matador e conhecido por sua capacidade de decidir jogos importantes, ele foi contratado para o Belo após temporadas vitoriosas no Treze e Campinense, com títulos de campeão paraibano, inclusive.
Quando chegou no Alvinegro da Estrela Vermelha, o ‘W9’ tinha apenas 34 anos, mas já uma larga experiência no futebol. Foi campeão paraibano e também foi figura importante na maior conquista do clube: o título de campeão da Série C do Campeonato Brasileiro de 2013.
Revelado pelo Coritiba, passou por outros clubes importantes como Atlético-PR, Grêmio, São Caetano, Palmeiras, Brasiliense e ABC, além de quatro temporadas no futebol italiano pela Udinese. Warley ainda vestiu a camisa da seleção brasileira na Copa das Confederações de 1999.
Foi no próprio Botafogo-PB que ele encerrou a carreira em 2017, depois de passar duas temporadas no clube, sair para o River-PI e depois voltar para o time paraibano.
Com a camisa alvinegra foram 92 jogos e 26 gols marcados.

Pipico
Artilheiro nato e figura marcante no futebol brasileiro, principalmente por nunca ter conquistado um título em sua carreira, Pipico chegou ao Belo aos 38 anos de idade. Wesley Henrique, mais conhecido como Pipico, iniciou sua carreira no profissional em 2007, defendendo as cores do Floresta-RJ.
Natural do Rio de Janeiro, o atleta tem uma vasta experiência no futebol nacional, com passagens por, pelo menos, 20 clubes ao logo da carreira
Pipico já passou pelo Floresta-RJ, Cabofriense, CFZ-RJ, Bangu, Quissamã, Macaé, Vasco, Atlético-GO, XV de Piracicaba, Red Bull Brasil, Guarani, Volta Redonda, Tombense, Santa Cruz, Madureira, Paysandu, Botafogo-PB e Sobradinho-DF.
No Belo, Pipico fez 40 jogos e marcou 13 gols em duas temporadas (2023 e 2024).

Lenílson
Assim como marcou história no São Paulo, a passagem do meia Lenílson pelo Botafogo-PB também não foi diferente. Com a camisa 10, o jogador tem seu nome escrito nas páginas que contam as glórias do Belo, pois comandou o time que conquistou o título da Série C do Brasileiro em 2013.
Pelo Alvinegro, em duas temporadas (2013 e 2014) foram 40 jogos e 9 gols. Lenílson encerrou a carreira em 2016, atuando pelo Anápolis-GO.

Marcos Aurélio
No Belo, a história de Marcos Aurélio começou em 2018, temporada em que o clube foi campeão paraibano e chegou às quartas de final da Série C do Brasileiro e da Copa do Nordeste. Na época, o meia tinha 33 anos, jogando 38 partidas e marcou 14 gols, no total. Ele terminou o ano jogando por empréstimo no Sampaio Corrêa-MA, atuando por apenas quatro partidas, sem marcar gols.
De volta ao clube em 2019, ajudou o Belo no bicampeonato paraibano, marcando um dos gols da primeira partida da final (vitória por 2 a 1 contra o Campinense) e no vice da Copa do Nordeste. Em 35 participações, marcou 8 gols e deu 3 assistências.
Após uma passagem pelo Brasiliense-DF no início da temporada 2020, o “Baixola” (apelido dado por companheiros e pela torcida alvinegra) chegou novamente na Maravilha do Contorno, dessa vez para ajudar na complicada campanha alvinegra na Série C, em que lutou com o Treze até a última rodada para não ser rebaixado.
Na temporada 2021, seguiu no Belo e foi presença constante no time: jogou 40 das 43 partidas que o clube disputou no ano. No entanto, em apenas seis jogos esteve em campo pelos 90 minutos, sendo constantemente substituído ou entrando nas partes finais dos jogos. Na campanha da Série C, marcou apenas um gol: na vitória contra o Paysandu, por 2 a 0, em Belém-PA.
A sua saída foi anunciada em dezembro de 2021, após disputar 40 jogos e marcar 5 gols.

Nélio
O atacante chegou ao Botafogo-PB com 31 anos. Formado nas categorias de base do Flamengo, o jogador foi um dos principais nomes do clube carioca no fim da década de 1980 e, sobretudo, nos anos 1990. Nélio esteve em mais de 300 partidas com o rubro-negro, com destaque para a Copa do Brasil de 1990 e o Campeonato Brasileiro de 1992, competição essa em que foi apontado pela Revista Placar como o melhor atacante.
Nélio chegou ao Botafogo-PB em dezembro de 2001 para a temporada do ano seguinte. A expectativa criada não se converteu em campo, pois mesmo com o histórico de grande atleta, teve uma passagem abaixo do esperado e por isso, sua passagem pelo Belo foi rápida e discreta.
Tanto que fez apenas três jogos, sendo dois pela Copa do Nordeste e um pela Copa do Brasil, marcando somente um gol.

Henrique Dourado
Ainda presente no elenco do Belo, Henrique Dourado foi contratado com 34 anos de idade, mas um currículo vasto no futebol brasileiro e mundial. Antes de chegar ao Botafogo-PB, o experiente atacante já colecionava atuações por grandes clubes brasileiros como Flamengo e Palmeiras.
Foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2017 com 18 gols, enquanto jogava pelo Fluminense e no cenário internacional, o atleta passou por clubes da China e de Portugal.
Em 2024, quando chegou ao Botafogo-PB, Dourado estava jogando pelo Campeonato Paulista defendendo a Portuguesa. O atacante vai para a sua terceira vestindo a camisa do time paraibano.
Até agora, o ‘Ceifador’ fez 31 jogos pelo Belo e marcou 10 gols.

Frontini
Quando Carlos Esteban Frontini chegou ao Botafogo-PB, o status era de ‘algoz do Treze’, já que atuando pelo Vila Nova-GO em 2013, o atacante marcou os gols da vitória do time goiano em cima do Galo da Borborema, resultado que fez o time paraibano dar adeus ao acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.
Quando chegou ao Botafogo-PB, o jogador argentino se juntou a nomes como Warley, Rafael Aidar, Romarinho, Thiaguinho, Cláudio e Ricardinho.
Com a camisa do Belo em 2014, Frontini atuou em 25 jogos e marcou 9 gols.

Geovani
Ao lado de Roberto Dinamite e Romário, Geovani foi um dos nomes que marcou época na década de 1980 do futebol brasileiro, atuando pelo Vasco, time em que fez mais de 400 jogos. Vestiu a camisa da seleção brasileira foi campeão mundial sub-20 em 1983, inclusive marcando o gol decisivo e que deu a vitória ao Brasil diante da Argentina.
No Botafogo-PB, nem de longe esse cenário descrito pelo seu currículo se converteu em êxito dentro de campo.
Geovani fez uma passagem discreta, mesmo que tenha marcado um gol logo na estreia contra o América de Natal. No Campeonato Paraibano, o Alvinegro da Estrela Vermelha assistiu o Santa Cruz de Santa Rita ser campeão.
Ao todo, o jogador balançou as redes cinco vezes e atuou em 13 jogos, sendo sete vitórias, três empates e três derrotas.

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Foto principal: João Neto / Botafogo-PB
