O presidente do Campinense, Flávio Torreão, e o diretor financeiro do clube, Wellington Monteiro da Silva, foram afastados dos cargos. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Deliberativo, realizada na noite desta quinta-feira (21).
Os dois dirigentes permanecerão afastados até o dia 1º de julho e terão até 20 de junho para apresentarem defesa. Nesse período, o vice-presidente William Simões assume interinamente o comando da Raposa.
De acordo com o Conselho Deliberativo, o afastamento preventivo foi resultado de uma série de reuniões realizadas em 20, 27 de abril e 12 de maio, documentadas em quatro ofícios formais expedidos em 13 de maio.
Entre os motivos para a decisão estão o atraso no pagamento de três folhas salariais de funcionários fixos — sendo que, ao menos um deles, estaria há quatro meses sem receber. Segundo os conselheiros, o clube recebeu R$ 82 mil em verbas de patrocínios e Timemania, valor que seria suficiente para quitar as pendências.
Flávio Torreão também teria omitido uma dívida de R$ 43.157,88 com um escritório de advocacia, além de não encaminhar ao Conselho Deliberativo os balanços financeiros referentes ao período entre setembro de 2025 e abril de 2026 até o prazo estipulado, em 8 de maio. O presidente afastado ainda teria proibido a secretaria do clube de receber expedientes do Conselho Deliberativo sem sua autorização prévia.
Já Wellington Monteiro foi acusado de retirar uma máquina de gelo do Campinense e de, supostamente, estar com 28 bolas oficiais disponibilizadas ao clube pela Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB).
O Conselho Deliberativo também afirmou que, dos quatro ofícios expedidos, três não tiverem resposta. O único respondido continha apenas um pedido de prazo adicional de 30 dias, sem esclarecimentos sobre o mérito das acusações.
Próximos passos
Na reunião, o Conselho Deliberativo determinou que Flávio Torreão e Wellington Monteiro entreguem, em até 48 horas, documentos, acessos e bens institucionais — incluindo a máquina de gelo e as 28 bolas da FPF-PB.
No dia 20 de junho, os dirigentes afastados deverão apresentar defesa formal ao Conselho.
Já no dia 1º de julho, haverá uma sessão extraordinária para decidir sobre uma possível destituição definitiva, retorno aos cargos ou prorrogação do afastamento de Flávio Torreão e Wellington Monteiro.
Foto: Reprodução/Raposa TV
