Durante passagem por João Pessoa, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marco La Porta, detalhou o planejamento e os objetivos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O dirigente destacou que um dos primeiros passos é tornar o Brasil uma “nação esportiva” e espera ampliar o leque de modalidades medalhistas nos Estados Unidos.
O presidente do COB esteve presente no Campeonato Pan-Americano Júnior de Badminton, disputado até o domingo (26), no Ginásio Ronaldão. Há um ano no comando do esporte olímpicos do Brasil, Marco La Porta explicou que um dos principais objetivos da gestão é mudar a cultura esportiva do país para que o Brasil possa se tornar uma das potências olímpicas. Segundo ele, é necessário apresentar mais modalidades à população, incentivar a prática esportiva e, assim, formar novos atletas.
É nítido que os países que são potências olímpicas têm uma característica muito clara: todos eles são nações esportivas. O que é ser uma nação esportiva? É ter uma população que pratica esporte e conhece mais modalidades. Os países que estão no top 10, por exemplo, conquistam medalhas em 18 a 20 modalidades durante os Jogos. O Brasil conquista em 10 ou 12. É preciso ampliar esse leque de modalidades medalhistas, e isso só acontece da forma como estamos fazendo em João Pessoa, trazendo modalidades que não são muito conhecidas, como o badminton, para que a população as conheça, comece a praticá-las e tenhamos mais atletas surgindo. Então, esse é o caminho. Antes de ser uma potência olímpica, precisamos ser uma nação esportiva, disse.
Em Paris 2024, o Brasil teve o segundo melhor desempenho da sua história ao conquistar 20 medalhas: três ouros, sete pratas e 10 bronzes. As modalidades que levaram o país ao pódio foram ginástica artística, judô, vôlei de praia, canoagem de velocidade, futebol feminino, atletismo, surfe, skate, vôlei feminino, boxe e taekwondo.

Para Los Angeles 2028, Marco La Porta projeta que modalidades mais tradicionais, como ginástica, judô e vôlei, continuem conquistando medalhas. Além disso, aposta no crescimento de outros esportes como o taekwondo e o triatlo para ampliar as chances do Brasil subir ao pódio. Nos Jogos Olímpicos de Paris, o paraibano Netinho Marques levou o bronze no taekwndo, na categoria até 68kg.
“Os esportes de sempre, como o judô e o voleibol, continuam conquistando muitas medalhas. A ginástica artística passa por um momento muito bom. Há modalidades que cresceram bastante neste ciclo, como o taekwondo, no qual conquistamos duas medalhas de ouro e um bronze no Mundial. É uma modalidade que vem evoluindo muito e chegará forte. O triatlo, que busca sua primeira medalha olímpica, tem um vice-campeão mundial. Estamos caminhando para que novas modalidades possam evoluir e se destacar nos Jogos de Los Angeles”. concluiu o presidente do COB.
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Foto: Sérgio Montenegro/TV Correio
