Paraibano Jailson pendura as chuteiras e encerra carreira no futebol após 15 anos: ‘Vivi intensamente’
Atleta é natural de João Pessoa e deu os primeiros passos no mundo da bola nas categorais de base do CSP
24 de fevereiro de 2026

O paraibano Jailson, lateral-direito e com uma trajetória de 15 anos no futebol profissional anunciou oficialmente a sua aposentadoria dos gramados, onde, segundo ele, viveu intensamente. O jogador, revelado no CSP, dará início a uma nova fase da sua vida, deixando as quatro linhas para abrir uma empresa de agenciamento de atletas.

O atleta é natural de João Pessoa e deu os primeiros passos no mundo da bola nas categorais de base do CSP. Na Paraíba, também vestiu as camisas de Auto Esporte e Flamengo-PB. Do estado paraibano para o mundo, a carreira profissional do defensor se consolidou no futebol internacional.

Mas antes de chegar no exterior, fez parte dos elencos de Trindade e Grêmio Anápolis, de Goiás. Já em Portugal, onde passou maior período da carreira, vestiu as camisas de Paços de Ferreira, Arouca, Tondela e Desportivo Aves. Construiu momentos também no Chipre — Omonia, Nea Salamis e POX — e no Iraque — Al-Talaba, Naft Al-Basra e Al-Nasiriyah.

Al-Nasiriyah foi o seu último clube da carreira, em 2024. Após pendurar as chuteiras, Jailson comentou sobre encerrar este ciclo e disse que, tudo que viveu com o futebol, foi vivido intensamente.

Nunca é fácil encerrar um ciclo profissional. Não foi fácil tomar essa decisão depois de 15 anos de carreira. Nunca vi o futebol como um trabalho, mas como um sonho e como um lazer. Sempre fui apaixonado e aquilo era o maior prazer da minha vida. Vi que chegou a minha hora e sentirei saudades de jogar profissionalmente, com torcida e sentir o friozinho na barriga. Tudo que vivi foi intensamente, como se fosse o último, seja nas escolinhas no Brasil, como o último treino e o meu último jogo no Iraque

Em 15 anos de trajetória no universo futebolístico, muitos momentos são marcados por desafios e, para Jailson, foi quando jogou contra dois portugeses, Ricardo Quaresma e Nani.

“Atuei contra dois jogadores portugueses que esses sim me deram um frio na barriga a mais. Tive mais dificuldade ao ter que marcá-los. Eram jogadores rápidos, habilidosos, de altíssimo nível, mas que foi uma honra enfrentar eles”, relembrou.

Agora, após anunciar a aposentadoria, o lateral-esquerdo abrirá uma empresa para agenciar atletas. Ele será sócio com o ex-lateral Márcio Azevedo, guarabirense, ex-Athletico-PR e Botafogo.

Sempre tive em mente que quando parasse de jogar queria aproveitar um pouco a vida, estar na minha casa, estar na minha cidade e estar com a família. Quando jogamos futebol nos privamos muito. Foram 13 anos longe do Brasil. Costumo dizer que João Pessoa é o lugar que muitos passam férias. Agora estou transicionando a carreira e passo a ser um agente de futebol. Já fazia algumas transações até mesmo quando jogava. Muitos jogadores me procuraram pedindo uma oportunidade. Alguns dirigentes do exterior também me pediam um contato, um conselho, então por trabalhar com alguns empresários no mercado internacional eles sempre enxergavam em mim que eu tinha possibilidade de ser um empresário. É neste foco que vou seguir. Acredito que serei bem-sucedido. Quero realizar muitos a conquistarem o seu sonho. Vou ter a chance de ter Marcio Azevedo ao meu lado que é um cara que foi muito bem-sucedido no futebol. Juntos vamos fazer grandes coisas

Durante a carreira, Márcio Azevedo foi bicampeão da Copa Sul-Americana, em 2018 e 2021, e campeão da Copa do Brasil (2019), ambos com o Athletico-PR. Com o Botafogo, conquistou a Taça Rio.

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Foto: Divulgação

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