A eliminação do Botafogo-PB na primeira fase da Copa do Brasil, após empate em 1 a 1 no tempo normal e derrota por 4 a 3 nos pênaltis para o Mixto-MT, teve um responsável apontado pelo próprio comandante alvinegro. Em entrevista após a partida, ao repórter Iago Sarinho, da Rádio Tabajara, o técnico Lisca fez questão de assumir o protagonismo na análise da queda, especialmente no momento decisivo da disputa por penalidades.
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“A gente lamenta muito, porque vimos que poderíamos ter passado. Mas também não consegui definir bem os batedores. A responsabilidade é minha. Quem definiu a ordem sempre fui eu. Nós treinamos pouco, mas treinamos. Não fui feliz na escolha dos batedores hoje e acabamos pagando um preço alto”, garantiu.
O Belo desperdiçou três cobranças na disputa, fator que acabou sendo determinante para a eliminação em um jogo que, na avaliação do treinador, esteve sob controle do time paraibano durante boa parte do tempo regulamentar.
Na leitura de Lisca, o Botafogo-PB apresentou um desempenho consistente, sobretudo antes de sofrer o gol do Mixto-MT, que surgiu a partir de um erro pontual na saída de bola algo que, segundo ele, acabou mudando o rumo da partida.
“Durante o jogo estávamos muito superiores até tomarmos o primeiro gol. O Mixto praticamente não tinha passado do meio, não tinha criado nada. Erramos um passe por dentro, no pé de quem não podia errar, e proporcionamos o arremate”, falou.
Mesmo após sair atrás no placar, o treinador destacou a capacidade de reação do time, que conseguiu buscar o empate logo no início da etapa final.
“Voltamos e fizemos o gol cedo, numa bola trabalhada de escanteio. O time reagiu bem, mas faltou um pouco mais de assertividade no terço final. Errar menos naquele momento poderia ter feito a diferença”, frisou.
Na reta final do jogo, o técnico botafoguense percebeu uma mudança clara de postura do adversário, que passou a administrar o resultado com foco na disputa por pênaltis. Diante desse cenário, o treinador buscou alternativas no banco para tentar resolver a classificação ainda no tempo normal.
“Depois dos 30 minutos vimos que eles queriam os pênaltis. Começaram a segurar o jogo. Fizemos algumas trocas para tentar ganhar no tempo normal, mas não fui feliz. As trocas não entraram dando aquilo que a gente queria”, lamentou.
Sobre os pênaltis, Lisca reconheceu o desempenho do goleiro Glaycon, do Mixto-MT, mas reforçou que a eliminação passou diretamente pela execução das cobranças botafoguenses.
“Erramos três pênaltis, mas também mérito do Glaycon. Ele é um goleiro pegador de pênaltis, já tinha visto outras decisões. Tem braços muito grandes e um tempo de bola muito bom”, pontuou.
Sem tempo para se lamentar, o Botafogo-PB agora volta suas atenções para a sequência do Campeonato Paraibano. Lisca reforçou que o grupo precisa absorver rapidamente o golpe e seguir competitivo nas prioridades da temporada.
“Nosso objetivo principal sempre foi o Paraibano e a Série C. A Copa do Brasil era um plus. Agora é assumir a responsabilidade, blindar os jogadores e virar a chave”, disse.
O Belo agora volta a campo no domingo (1º) para encarar o Serra Branca, na primeira partida válida pela semifinal do Campeonato Paraibano. O jogo está programado para o Estádio Amigão, em Campina Grande, às 18h.
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Foto: Reprodução / Youtube
