Matheus Cunha vê protagonismo na seleção como detalhe isolado diante do principal objetivo: ‘Um grupo vitorioso’
Jogador integrou todas as listas do técnico Carlo Ancelotti para os amistosos preparatórios
31 de março de 2026

O Brasil entra em campo nesta terça-feira (31) para mais um amistoso preparatório antes da estreia oficial na Copa do Mundo 2026. A seleção reencontra a Croácia, algoz brasileiro no Mundial de 2022. Mas de lá para cá muita coisa mudou, inclusive na trajetória de Matheus Cunha, hoje, tido como um dos pilares do grupo montado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti. Para o paraibano, vestir a camisa verde-amarela é muito mais do que ser lembrado como protagonista isolado, mas ser reconhecido pelo companherismo e protagonismo coletivo, ajudando o time no principal objetivo: a conquista do título.

Antes da Era Ancelotti se firmar, o jogador vinha sendo cogitado como o possível camisa 9 do elenco — o principal goleador — mas no meio do caminho e com mais oportunidades de atuar pela seleção, houve uma virada de chave, e o camisa 10 do Manchester United se mostrou muito mais adptável dentro de campo, retornando, inclusive, a sua posição de origem no meio-campo. Essa multifuncionalidade o fez um pilar no elenco brasileiro e o tornou um dos protagonistas do plantel escolhido pelo italiano. Embora, para ele, qualquer protagonismo é mero e dispensável em pról do resultado positivo para a Amarelinha. E que, por meio da adaptabilidade em campo, consequentemente, vem o reconhecimento individual.

Eu acho que para mim é muito claro. Sempre que eu visto essa camisa eu nunca busco protagonismo. Eu acho que a simplicidade de nos adaptarmos aos nossos companheiros, isso eu tenho muito interno, muito claro dentro de mim, quando a gente veste essa camisa é muito mais do que só querer ser alguém lembrado. É muito mais fazer parte do grupo que possa ser vitorioso, assim como a gente vê tantos outros grupos que vestiram essa camisa e saíram vitoriosos. Então, além de mudança de posição, é adaptação o mais rápido possível de acordo com o treinador que você tenha. Eu fico muito feliz de estar fazendo parte do ciclo do Ancelotti. É fazer o possível para entender e ajudar os meus companheiros, para ser alguém importante. Eu tenho isso muito claro dentro de mim, e ajudar todos, para que esse protagonismo que todos nós queremos possa ser compartilhado e que o mais importante, que é a entrega dentro de campo, seja aquilo que a gente sempre esperou

Matheus Cunha integrou todas as listas não oficias do técnico Carlo Ancelotti para os amistosos preparatórios e é um dos nomes com grandes chances de carimbarem uma das vagas para a Copa. Nesta terça-feira (31), diante da Croácia, se entrar em campo, terá mais uma oportunidade de fazer valer este protagonismo e assegurar seu nome na lista final. A bola rola às 21h, no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

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Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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