Matheus Cunha relembra trajetória e celebra primeira Copa: ‘Estou onde sempre sonhei’
Paraibano foi bastante elogiado pelo técnico Ancelotti durante a preparação para o Mundial
29 de maio de 2026

O paraibano Matheus Cunha vive um momento de muita alegria com a seleção brasileria. O atacante foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti e irá disputar a sua primeira Copa do Mundo.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (29), o camisa 10 do Manchester United relembrou a trajetória e os desafios para chegar a vestir o uniforme da Verde-Amarela, desde a realização de sonhos da infância até a ausência na lista do Mundial de 2022.

É um passo no meu sonho. Acho que é destino, estou onde eu sempre sonhei e fico muito feliz de participar de tudo isso. O futebol é uma ramificação da vida. É difícil você alcançar, a dificuldade é sempre presente, mas superá-las é o maior segredo que eu possa ter comigo. Todos temos dúvidas, e eu acho que é nesse momento que tudo vale a pena. Superar as dificuldades e ter o orgulho de chegar onde eu cheguei e saber que o caminho não foi fácil, é muito realizador

Cunha vive, hoje, um momento especial não só com a seleção, mas também pelo clube. No Manchester United, tem sido peça fundamental e foi indispensável na campanha que recolocou o time na Champions League.

Em todo esse percurso e passando por diferentes obstáculos nos últimos anos, ele comentou sobre chegar com uma outra mentalidade e celebrou a sua primeira participação na Copa do Mundo.

Eu fiquei mais velho, mais maduro e experiente, com percepções diferentes na vida. É muito gratificante estar onde você sempre sonhou e nesse nível de maturidade, sabendo que as dificuldades são muito próximas, mas estar preparado para o que der e vier, vestir essa camisa… em um momento de muita importância. Todos seremos importantes e temos que alcançar os nossos objetivos juntos. Poucas pessoas têm a oportunidade de realizar esse sonho e temos que fazer o possível para alcançá-lo

Versatilidade

Durante a coletiva, Matheus Cunha comentou, ainda, sobre a sua versatilidade dentro de campo. E, agora, após ter integrado todas as listas pré-Mundial do técnico italiano, chega à Copa mais confiante, principalmente pelos torcedores reconhecerem mais o seu estilo de jogo e as suas atuações no setor do meio de campo e o suporte ao ataque, não necessariamente jogando como um camisa 9, mas fazendo essa ligação.

Embora tenha destacado esta posição de “conforto”, o paraibano está pronto para atuar em qualquer área de necessidade e vê como importante a adaptabilidade.

É gratificante você ser reconhecido pelo seu ponto mais forte e ser julgado por isso. Chegar em uma posição que você é mais habituado te dá mais confiança, mais felicidade por ser uma função que você sabe que vai estar exercendo melhor. Estando aqui, no que ele (Ancelotti) precisar, eu vou procurar exercer da melhor forma possível

Neymar pediu a camisa 10‘ é o assunto entre os torcedores. Sobre assumir uma possível camisa 9 e, também, sobre a numeração do meio-campista do Santos, Cunha disse que pouco importa e pontuou ‘é muito irrelevante perto de onde nós chegamos’

Assunto de número é muito irrelevante perto de onde nós chegamos. É muito gratificante vestir essa camisa e realizar nossos sonhos. Eu fico batendo nessa tecla, mas é muito verdade. Pouco importa o número que você está usando. A gente viu a reação dele por voltar, alguém tão grande e demonstrar todo esse orgulho de estar de volta. A questão de números fica totalmente fora do nosso alcance

O Brasil entra em campo no próximo domingo (31), no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. Diante do Panamá, às 18h30, em amistoso pré-Copa, o grupo se despede da torcida antes de embarcar para os Estados Unidos.

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Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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