O Mixto-PB se sagrou tricampeão do Paraibano Feminino em uma partida equilibrada diante do Botafogo-PB, com o título sendo confirmado apenas na disputa dos pênaltis. Mesmo acostumado a erguer taças no futebol feminino da Paraíba, o técnico das Onças, Guilherme Paiva, considerou essa conquista a mais difícil que teve.
O favoritismo que o Mixto-PB teve ao longo do Paraibano Feminino foi confirmado, no entanto, também escondeu o processo de reformulação que a equipe precisou passar entre 2024 e 2025. Segundo o treinador, as Onças perderam sete jogadoras para o seu adversário da final, o Botafogo-PB. Para se reconstruir com um orçamento mais limitado, o time precisou apostar em atletas que já estavam no elenco, mas que não eram consideradas titulares. As jogadoras deram conta do recado e corresponderam em campo, levando o Mixto-PB ao terceiro título consecutivo do estadual.
Parece que foi a primeira. São nove anos de futebol paraibano, nove finais e, agora, cinco títulos. Esse foi o ano mais difícil, porque a gente teve um desmonte do nosso elenco do ano passado, justamente para o Botafogo-PB, foram sete atletas que a gente perdeu. Muito jogadoras que eram reservas, a gente deu confiança como titular. Então, esse título passou muito por essas meninas, que antes eram coadjuvantes e, hoje, são protagonistas, destacou Guilherme Paiva.
Na primeira fase, o Mixto-PB teve uma campanha praticamente impecável. Terminou como líder do Grupo A, com 12 pontos e 100% de aproveitamento. Na semifinal, goleou o Spartax no jogo de ida, por 5 a 0, e, na volta, venceu por 2 a 1. Além disso, as Onças tiveram a vice-artilheira do Paraibano Feminino, com Maranhão, que marcou 20 gols.
Com o tricampeonato, o Mixto-PB também se tornou o segundo maior vencedor do futebol feminino da Paraíba, ficando atrás apenas do Botafogo-PB, que tem seis títulos.
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