João Trindade é cronista esportivo, com larga experiência. Foi auditor do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba.
Instigado por um artigo de Ruy Castro, na Folha de São Paulo, em que ele perguntou, mais de uma vez, à Inteligência Artificial por qual time torcia o famoso comediante Zé Trindade e ela deu diversas respostas diferentes, resolvi fazer o mesmo, perguntando por quais times torciam José Lins do Rêgo e eu.
Perguntei:
“Por qual time torcia o escritor paraibano José Lins do Rêgo?”
Resposta da IA:
O escritor José Lins do Rego era um apaixonado torcedor do Club (sic) de Regatas Vasco da Gama.
Além de acompanhar o clube de perto, ele teve atuação destacada na vida esportiva brasileira. Foi cronista esportivo e chegou a exercer o cargo de dirigente do Vasco, participando ativamente da administração do clube durante parte da sua vida no Rio de janeiro.
Seu vascaísmo é amplamente reconhecido e aparece em diversas crônicas sobre futebol, nas quais defendia o esporte como uma importante expressão da cultura brasileira.

Ora, sabe-se que José Lins do Rêgo era “doente” pelo Flamengo; torcedor apaixonado foi, inclusive, um dos diretores do clube. Não perdia uma partida sequer do rubro-negro, no Maracanã (ou em qualquer estádio do Rio de Janeiro) e se juntava à torcida, assistindo aos jogonas arquibancadas (quase sempre acompanhado do amigo Mário Filho).
Então, perguntei:
“Por qual time torce o poeta e professor João Trindade?”
Resposta da IA:
O poeta, professor, jornalista e advogado João Trindade torce pelo Botafogo Futebol Clube da Paraíba (Botafogo-PB). Ao longo de sua trajetória como cronista esportivo e comentarista, ele já manifestou publicamente sua identificação e apoio ao clube da capital paraibana.
Pasmem!
Só um “detalhe”:
Não torço pelo Botafogo-PB; e sim, pelo Esporte Clube de Patos; e jamais escrevi, em lugar algum, que torço pelo citado time da nossa capital. Muito pelo contrário: são inúmeros os artigos e crônicas minhas em que declaro meu amor ao “Patinho”, “O terror do Sertão”.
Depois desses dois disparates, eu, que não uso – e nem pretendo usar – Inteligência Artificial, passei a desacreditar, ainda mais, nesse troço.
Podem me “cancelar” e me chamar de antiquado e ultrapassado. Não ligo.
