Paulista em terras paraibanas, formada em Jornalismo pela UFPB. Apaixonada por esportes, especialmente, pelo futebol.
O Mirassol teve uma campanha histórica em 2025. Estreante na elite do futebol brasileiro, o Leão Caipira terminou o Brasileirão em quarto lugar e garantiu uma vaga inédita na Copa Libertadores 2026.
Com a confirmação da classificação na competição continental, porém, surgiu um alerta: o clube do interior paulista só poderia disputar o torneio caso tivesse uma equipe de futebol feminino, conforme determinação da Conmebol em vigor desde 2018.
A partir daí, ficou a dúvida: o Mirassol criaria um time feminino apenas para cumprir a exigência ou investiria de fato na modalidade? Após alguns dias de incertezas, o clube tem dado sua resposta aos poucos e sinaliza que pretende apostar na mesma fórmula que deu certo no futebol masculino: gestão profissional.

O passo inicial que o Mirassol deu para a criação do seu primeiro time feminino em 100 anos de história foi significativo. O clube contratou Rafaela Esteves para ocupar o cargo de executiva de futebol. Com mais de 10 anos de experiência, a dirigente passou por clubes como Ferroviária e Corinthians, referências na modalidade na América do Sul. Ela será a responsável por liderar a estruturação, o planejamento e o desenvolvimento do departamento.
Além da gestão, o Mirassol também pretende investir em uma estrutura própria. O Leão comprou o Centro de Treinamento do Bolão, que passa por reformas e será destinado ao futebol feminino e às categorias de base do clube (masculino e feminino). No local, a diretoria quer manter o mesmo padrão de qualidade do atual CT da equipe profissional.
Os primeiros passos que o Mirassol tem dado na construção do seu time feminino são realmente muito animadores. Ainda é cedo para saber se o projeto alcançará resultados semelhantes aos do futebol masculino, mas, por ora, a diretoria tem dado o recado que a profissionalização do futebol não faz distinção de gênero.
