Vitória Soares
Elas em Jogo

Paulista em terras paraibanas, formada em Jornalismo pela UFPB. Apaixonada por esportes, especialmente, pelo futebol.

Obrigação ou convicção? Mirassol começa os primeiros passos no futebol feminino
17 de janeiro de 2026

O Mirassol teve uma campanha histórica em 2025. Estreante na elite do futebol brasileiro, o Leão Caipira terminou o Brasileirão em quarto lugar e garantiu uma vaga inédita na Copa Libertadores 2026.

Com a confirmação da classificação na competição continental, porém, surgiu um alerta: o clube do interior paulista só poderia disputar o torneio caso tivesse uma equipe de futebol feminino, conforme determinação da Conmebol em vigor desde 2018.

A partir daí, ficou a dúvida: o Mirassol criaria um time feminino apenas para cumprir a exigência ou investiria de fato na modalidade? Após alguns dias de incertezas, o clube tem dado sua resposta aos poucos e sinaliza que pretende apostar na mesma fórmula que deu certo no futebol masculino: gestão profissional.

Rafaela Esteves, executiva de futebol feminino do Mirassol (Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol)

O passo inicial que o Mirassol deu para a criação do seu primeiro time feminino em 100 anos de história foi significativo. O clube contratou Rafaela Esteves para ocupar o cargo de executiva de futebol. Com mais de 10 anos de experiência, a dirigente passou por clubes como Ferroviária e Corinthians, referências na modalidade na América do Sul. Ela será a responsável por liderar a estruturação, o planejamento e o desenvolvimento do departamento.

Além da gestão, o Mirassol também pretende investir em uma estrutura própria. O Leão comprou o Centro de Treinamento do Bolão, que passa por reformas e será destinado ao futebol feminino e às categorias de base do clube (masculino e feminino). No local, a diretoria quer manter o mesmo padrão de qualidade do atual CT da equipe profissional.

Os primeiros passos que o Mirassol tem dado na construção do seu time feminino são realmente muito animadores. Ainda é cedo para saber se o projeto alcançará resultados semelhantes aos do futebol masculino, mas, por ora, a diretoria tem dado o recado que a profissionalização do futebol não faz distinção de gênero.