João Trindade é cronista esportivo, com larga experiência. Foi auditor do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba.
Geraldo Júnior, 55, paraibano de João Pessoa, é enxadrista e instrutor de xadrez pedagógico. É não só jogador, mas, sobretudo, amante incondicional do jogo. Possui uma coleção de peças raríssimas e um invejável acervo de revistas sobre o esporte.
Tudo começou no tempo de colégio, quando ele e o irmão aprenderam as regras básicas pelo manual impresso que acompanhava o pequeno tabuleiro e peças; essas, de plástico.

Segundo ele, o xadrez sempre traz uma lição quando se ganha, se perde ou há empate. Conta-nos que começou a jogar por diversão e acabou se apaixonando pela complexidade e estratégias, com grandes possibilidades de final de jogo. Ao longo das atividades diárias, sempre encontrava algum tempo para pensar nas jogadas e como achar um novo caminho de abertura. O xadrez o ajudou a pensar, calcular e ser prudente em várias situações da vida. Ainda assevera que o esporte melhorou sua capacidade de análise e pensamento crítico; ajudou na solução de problemas e memória! Lembra que em 1987 fez seu primeiro curso de programação de linguagem de computadores e esse foi o contato inicial com programas de xadrez. Passou a comprar livros e revistas; também sempre consultava bibliotecas. Em julho 1988, quando da realização do 1º Campeonato aberto de xadrez da UFPB, conheceu o Mestre FIDE Francisco Cavalcanti (Chiquinho),amigo com quem, durante muitos anos, trocou informações sobre partidas de xadrez. Após muito tempo jogando torneios e amistosos, começou sua formação profissional, quando teve, então, a oportunidade de iniciar o projeto do xadrez escolar e, desde 2013,ensina em várias escolas de João Pessoa, Cabedelo e Bayeux, elaborando atividades e exercícios; alguns, exclusivos. Em 2025, desenvolveu o jogo temático “Memória do Xadrez”. Geraldo faz questão de ressaltar que o xadrez é uma poderosa ferramenta pedagógica para o desenvolvimento cognitivo e social do indivíduo.
Coleção raríssima!
A coleção de xadrez de Geraldo Júnior é uma verdadeira paixão delee ostenta peças de vários países. Peças raras, das décadas de 1950, 1970, 1980, etc.: oficiais para torneios; temáticas; artísticas; produzidas com diversos tipos de materiale de importantes fabricantes da época. Cada peça é um testemunho da rica história do xadrez ao redor do mundo. O enxadrista possui exemplares de revistas brasileiras e livros, em vários idiomas:Inglês, Francês, Espanhol, Alemão e Russo (União Soviética). Preciosidades publicadas nos anos de 1925 (Francês),1936 (Argentina), 1947 (Brasil),e outros exemplares das décadas já citadas.
“A aquisição do material enxadrístico é acervo para a posteridade”, conclui.
