Professor Trindade
Sempre na Área

João Trindade é cronista esportivo, com larga experiência. Foi auditor do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba.

A pirâmide do modelo associativo no esporte brasileiro
30 de janeiro de 2026

O sistema de organização desportiva brasileiro adota o formato de uma pirâmide. No topo, estão as confederações; no plano intermediário, as federações; e, na base, os clubes.

Tais entidades atuam na organização, regulamentação, prática e fomento do esporte, em níveis nacional, estadual e local.

Apesar de privadas, essas organizações possuem relevância pública e, em alguns casos, recebem subvenções do Estado, o que as obriga a ter eficiência, transparência; sobretudo, responsabilidade na gestão.

Possuem autonomia administrativa e financeira, conforme reza o art. 217 da Constituição Federal, reafirmada pela Lei Geral do Esporte, sendo óbvio que a autonomia é condicionada ao dever de integridade; mormente quando há recebimento de recursos públicos.

Confederações

São entidades de administração do desporto, em nível nacional, responsáveis por normatizar e supervisionar as modalidades esportivas, em todo o território brasileiro, e representar o país nas federações internacionais.

Principais confederações brasileiras:

CBF – Confederação Brasileira de Futebol
CBV – Confederação Brasileira de vôlei
CBDA – Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos
CBV – Confederação Brasileira de Ginástica
CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo

Responsabilidade das confederações

Organizar calendários e competições nacionais;
estabelecer regulamentos, técnicos e disciplinares;
credenciar árbitros, técnicos e profissionais;
representar o Brasil em competições internacionais e perante entidades como a FIFA, por exemplo;
homologar resultados e rankings.

(Continua, na próxima semana).