Bernardo Franco lamenta lesões e explica improvisações no ataque do Botafogo-PB
Com dois pontas no departamento médico, técnico alvinegro busca alternativas para melhorar a produção ofensiva da equipe
Vitória Soares
27 de janeiro de 2026

A temporada do Botafogo-PB ainda está no início, mas o técnico Bernardo Franco já convive com uma dor de cabeça em como montar o setor ofensivo da equipe. Dos quatro atacantes disponíveis para atuar pelos lados do campo, apenas dois estão à disposição neste começo do Campeonato Paraibano 2026.

Atualmente, o elenco alvinegro conta Breyner Camilo, Guilherme Santos, Dudu Hatamoto e Anderson para as funções de ponta. No entanto, Dudu Hatamoto e Anderson sofreram lesões — na posterior e na panturrilha, respectivamente — durante a pré-temporada e estão entregues ao departamento médico desde então. Diante desse cenário, Bernardo Franco precisou improvisar alguns jogadores para suprir as ausências.

Após o empate contra o Sousa, pela terceira rodada do estadual, o treinador explicou a mudança de rota forçada.

Quando a gente formata o elenco, a gente tinha quatro opções: Breyner Camilo, Guilherme Santos, Dudu Hatamoto e Anderson. Infelizmente, Anderson e Hatamoto se machucam em um jogo-treino. Não estava nosso planejamento perder dois jogadores por lesão muscular em um jogo-treino. Eles estão em recuperação e acredito que, na próxima semana, devem estar disponíveis para nos dar alternativas em lados do campo diferentes, detalhou.

Em três rodadas do Paraibano, o Botafogo-PB marcou apenas três gols: dois com os volantes Jhonata Varela e Dudu Nardini, e um com o meia-atacante Guilherme Santos. Na avaliação do técnico Bernardo Franco, utilizar jogadores fora de suas posições ideais pode estar comprometendo o desempenho ofensivo da equipe.

Guilherme Santos é um meia-atacante, não é um jogador de beirada. Ele até jogou como um camisa 10 no ano passado e aonde ele tem menos rendimento é no lado esquerdo. Por isso, Erick e Vitor Ricardo aparecem muito mais no ataque. O Breyner também pode jogar à direita, mas, no Confiança-SE, ele jogava muito mais em transição. Por não ter um jogador que atue no lado esquerdo, o Breyner é o que mais se adapta a isso. Por isso, a dinâmica do lado esquerdo fica com menos opções de ataque, explicou.

Guilherme Santos e Dudu Nardini responsáveis por dois dos três gols marcados do Botafogo-PB no Paraibano 2026 (Foto: João Neto/Botafogo-PB)

O técnico ainda ressaltou ainda que as escolhas também passam pelo desgaste físico imposto pela sequência de jogos. “São escolhas e questões que são difíceis de avaliar se elas dão certo ou não, até pelo desgaste físico da sequência de jogos. Mas, em algum momento, podemos ver e entender aonde eles vão entregar mais rendimento”, disse.

Bernardo Franco terá pouco tempo para resolver os problemas ofensivos. O Botafogo-PB já volta a campo pelo Paraibano 2026 nesta quarta-feira (28), às 21h, contra o Pombal, no estádio Almeidão. Fora do G-4, o Belo precisa vencer para retornar no grupo dos quatro primeiros colocados.

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Foto: João Neto/Botafogo-PB

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