O paraibano Matheus Cunha tem vivido bons momentos na sua trajetória pelo futebol internacional. E, nas últimas três temporadas, este percurso tem sido ainda mais marcante, com números e conquistas. Atualmente, vestindo as cores do Manchester United, o atleta vem sendo uma “sensação” entre os torcedores, chegando a ser comparado à uma ex-lenda do clube inglês, o atacante Eric Cantona.
Ser o camisa 10 do Red Devils e ser o primeiro brasileiro a vesti-la não veio por acaso. O bom desempenho, principalmente nos últimos dois anos, tem colocado o jogador à vista de grandes clubes. Em 2023/24 e 2024/25, no Wolverhampton, Cunha alcançou feitos expressivos em gols e assistências. Apenas neste intervalo, foram 72 partidas, 31 gols e 14 assistências, despertando olhares de gigantes ingleses.
E, em junho deste ano, os feitos levaram o jogador a assinar com o Manchester United. Já com a camisa vermelha, aos 26 anos, o paraibano tem sido uma “sensação” entre os torcedores em Old Trafford, estádio do clube. As suas características em campo, de agressividade e criatividade, renderam comentários sobre a sua semelhança com uma das lendas do time, o ex-atacante Eric Cantona.
Cantona ajudou o Manchester a conquistar duas Copas da Inglaterra durante sua passagem pelo clube, conquistou prêmios individuas e uma marcou uma série de gols bonitos, com números também pela seleção francesa. Em entrevista ao jornal The Sun, Cunha falou sobre esta comparação — à época feita pelo ex-defensor Stephen Warnock, que afirmou que o paraibano ‘tem a aura de Cantona’.
Uau, que jogador. Eu preciso fazer muito mais coisas para ser comparado a ele. Quando alguém diz algo assim para mim, eu tento ver o lado positivo disso. Ser alguém que tem muita paixão para jogar por este clube, para jogar futebol — e então tentar representar todos dentro de campo. Eu me sinto privilegiado por ser associado a esse tipo de coisa e também ao Cantona. Ele fez história. E se eu conseguir fazer uma pequena porcentagem do que ele já fez, ficarei muito feliz e vou tentar construir meu caminho para que as pessoas também se lembrem de mim. Sou novo no clube. Sou novo no sentido da imagem, de todas as performances do passado. Tudo para mim é novo. Então, minha mente está apenas em trazer de volta os dias de glória do United, declarou o paraibano.
Além de comentar sobre a comparação, o jogador relembrou uma conversa que teve com Ruben Amorim, técnico do United, antes de fechar o seu contrato com o clube. Em abril, quando defendia o Wolves, os clubes se enfrentaram pela Premier League, e Cunha terminou como o destaque do jogo na vitória por 1 a 0. No fim do duelo, o treinador do Red o chamou. O jogador relembrou o diálogo — também em entrevista ao The Sun.
Ele disse: ‘Ei, presta atenção hoje. O que você sente sobre o estádio?’ Depois do primeiro jogo, Wolves contra United (no Boxing Day), foi um bom momento para sentir que tínhamos essa conexão. O Wolves é muito passional. Conversamos um pouco durante o jogo e ele me falou alguma coisa. E aí eu disse: ‘Ei, cuida daquilo!’ ou algo assim. Ele é alguém que nos impulsiona. Isso é o mais importante para ser um treinador nesse ambiente gigante. Os resultados estão começando a aparecer mais agora. Mas, pessoalmente, ele é alguém que consegue transmitir energia e paixão para fazer parte do time dele, fazer as coisas por ele, pelo clube e mostrar do que você é capaz para ser melhor. Ele é muito apaixonado pelo trabalho, disse.
Pelo Manchester United os números são modestos, com 11 jogos até aqui, Matheus desencantou e marcou seu primeiro gol na vitória por 4 a 2 sobre o Brighton. Mas a trajetória segue em construção e, enquanto vestir as cores do Red Devils, o atacante espera trazer de volta os dias de glória do clube.
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Foto: Simon Stacpoole/Offside
