O jogo entre Confiança de Sapé e Esporte de Patos, realizado neste domingo (8), na Toca do Papão, e válido pelo Campeonato Paraibano, terminou com vitória do time patoense por 2 a 1, mas teve a arbitragem como protagonista fora das quatro linhas.
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Em súmula, o árbitro Diego Roberto Souza de Melo relatou uma série de ocorrências envolvendo protestos da torcida, contestação da diretoria mandante e, principalmente, danos ao veículo da equipe de arbitragem após o encerramento da partida.
De acordo com o relato oficial, aos 29 minutos do segundo tempo, logo após o segundo gol do Esporte de Patos, foram registrados arremessos de pedras e garrafas plásticas contendo líquidos em direção ao banco de reservas da equipe visitante. Segundo a súmula, apesar da gravidade da situação, nenhum atleta ou integrante da comissão técnica foi atingido pelos objetos lançados.
Ainda conforme descrito pelo árbitro, ao término da partida, o presidente do Confiança de Sapé, Wilson Nascimento, entrou no campo de jogo para contestar a atuação da arbitragem.
No documento, Diego Roberto relata que o dirigente proferiu as seguintes palavras: “vocês prejudicaram todo o investimento do nosso trabalho. Nós temos vídeos e vamos mandar para a Comissão de Arbitragem”.
O episódio mais grave, no entanto, ocorreu após o fim do jogo, quando a equipe de arbitragem se dirigiu ao estacionamento interno do estádio. Em um adendo à súmula, o árbitro informou que o carro utilizado para transporte da arbitragem foi encontrado com os dois pneus do lado esquerdo rasgados, enquanto os dois pneus do lado direito estavam vazios, além de arranhões na porta dianteira direita do automóvel.
Diante da situação e da falta de iluminação no local, a equipe de arbitragem solicitou apoio da Polícia Militar para deixar o estádio com segurança. A arbitragem se deslocou até um posto de combustíveis na cidade de Sapé, onde foi possível substituir apenas um dos pneus danificados, além de calibrar os demais, já que havia apenas um estepe disponível. Mesmo assim, durante o trajeto até João Pessoa, foi necessário parar em outros dois postos para novas calibrações.
Por medida de segurança, uma equipe da Polícia Militar acompanhou a equipe de arbitragem até a BR-230. Ao chegar à capital paraibana, os árbitros se dirigiram à Cidade da Polícia Civil, no Conjunto Ernesto Geisel, onde foi registrado um boletim de ocorrência sobre o caso.
No documento, Diego Roberto afirma que a equipe se sentiu ameaçada, coagida e atingida em sua honra e moral em decorrência dos fatos ocorridos após a partida.
A súmula agora deve ser encaminhada pelo Departamento de Competições da Federação Paraibana de Futebol (FPF) para o Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB) para julgamento.
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Foto: Reprodução / FPF
