Atuar bem dentro de campo, conquistar bons resultados e corresponder positivamente, são pontos esperados por diversos amantes do futebol quando um atleta chega para defender o seu time. Mas o esporte vai além das quatro linhas, antes de estar preparado fisicamente, o mental precisa estar bem para alcançar esse equilíbrio. Foi o que Riquelmo, atacante do Botafogo-PB, passou. O jogador viveu momentos difíceis psicologicamente e, segundo ele, chegou perto de desenvolver uma depressão.
Natural de Piumhi, em Minas Gerais, Riquelmo chegou ao Alvinegro da Estrela Vermelha com uma expectativa alta por parte dos botafoguenses, pois tinha sido um dos destaques do Confiança, nas temporadas anteriores. Mas o resultado não foi correspondido. Apesar da minutagem em campo ter sido pouca, ele terminou afastado do elenco principal e começou a treinar individualmente. Além disso, ficou cinco meses sem ser relacionado e sem entrar em campo.
Passar por toda essa atmosfera abalou o emocional do atacante, que, longe da família, passou por um período difícil fora dos gramados. Psicologicamente, a saúde mental do jogador estava ruim, e, segundo ele, quase entrou em depressão.
A minha família sempre esteve junto comigo nestes momentos. Minha mente estava abalada, meu psicológico estava ruim. Eu estava quase entrando em um período de depressão. Porque é ruim a gente ficar longe das coisas que a gente gosta, de fazer o que a gente gosta, que é o futebol. Eu estava entrando em um período muito ruim da minha vida, porque eu estava longe da minha família, da minha filha, das pessoas que eu gosta e ficar assim… Mas quando a gente tem um propósito na nossa vida, temos que continuar, erguer e seguir em frente. Pensar positivo, porque se pensarmos só no negativo, só coisas ruins vão vir para você. Então, minha família me ajudou muito, meus companheiros, principalmente o Dourado e o Michael, que me ajudaram e pediram a minha volta. Meus companheiros que estão me ajudando no dia a dia. Coisas ruins eu deixo para lá e só quero pensar nas coisas boas e o que está acontecendo agora comigo, comentou.
A saúde mental entre os atletas tem caminhado lado a lado com a preparação física, estar com o psicológico bem impacta diretamente no rendimento dentro de campo. O futebol é um esporte de emoções, quem está fora e quem está dentro de campo vive a atmosfera de diferentes formas, e a pressão colocada dentro dos gramados é sempre constante, mesmo quando o time está a frente do placar. Por isso, cuidar da mente precisar vir antes do chute na bola.
Na última rodada, contra o Tombense, ele foi relacionado pelo técnico Evaristo Piza e voltou à campo pela primeira vez após cinco meses. Riquelmo iniciou a jogada de ataque que deu origem ao gol alvinegro e que manteve o Botafogo-PB na Série C do Campeonato Brasileiro. Das vaias aos aplausos, o passo foi importante para ajudar o jogador a reafirma sua trajetória e recuperar a confiança, mas, principalmente, contribuir com o seu bem-estar psicológico.
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Foto: João Neto / Botafogo-PB
