O Treze vivenciou uma partida bem movimentada no fim de semana, mas acabou derrotado pelo Lagarto-SE em um confronto com nove gols e muitas falhas defensivas. Na entrevista coletiva desta segunda-feira (13), no Estádio Presidente Vargas, o técnico Adriano Souza analisou o desempenho do Galo, ressaltando a existência de muitos erros coletivos e falta de organização nos setores do time.
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Adriano classificou o jogo como típico da Série D, com muita intensidade, mas pouca qualidade técnica.
“Foi um jogo confuso, típico de Série D, com duas equipes de DNA ofensivo. Era natural esperar muitos gols, mas não dessa forma, com tantos erros. Os gols aconteceram muito mais por falhas das duas equipes do que por mérito. Tecnicamente foi um jogo pobre, mas acabou sendo atrativo pela quantidade de gols”, falou.
Apesar da derrota, o técnico fez questão de valorizar o adversário e explicar as dificuldades encontradas em campo, principalmente diante de um time que tem força jogando em casa.
“A gente enfrentou uma equipe muito difícil, que não perde em casa há 16 jogos. Eles têm uma proposta diferente, com dois atacantes, o que dificulta muito a marcação. Sofremos para encaixar isso. Além disso, o campo pesado interferiu um pouco, mas não foi determinante para o resultado”, comentou.
O Treze foi para o intervalo vencendo por 3 a 2, mas sofreu três gols em sequência no início da etapa final. Segundo Adriano, o cenário do jogo já indicava instabilidade, mesmo com a vantagem no placar.
“A gente foi para o intervalo vencendo, mas não estava sendo superior. Muitos gols aconteceram por erros. Minha ideia no segundo tempo era dar mais estabilidade defensiva, até pelo que o Lagarto estava explorando. Só que tivemos uma lesão logo no início, ficamos com um a menos momentaneamente e acabamos sofrendo gols em sequência”, disse.
O treinador também explicou que as mudanças feitas tinham base em estratégias já utilizadas com sucesso em partidas anteriores, mas que, desta vez, não surtiram efeito.
“A ideia de mudar o sistema já tinha funcionado antes, contra Central e Retrô, quando não sofremos gols. Mas nesse jogo não deu certo. Faltou competitividade no meio-campo, o sistema defensivo ficou exposto e o adversário aproveitou melhor as oportunidades”, lamentou.
Adriano reforçou que a responsabilidade pelos gols sofridos não pode ser atribuída apenas à linha defensiva, destacando a importância do coletivo.
“Existe uma busca por culpados, e estão falando muito dos zagueiros, mas os erros foram coletivos. Faltou pressão na bola, cobertura, organização. Não foi falha de um jogador ou de um setor, foi um problema do sistema como um todo”, citou.
Mesmo com a derrota e os erros apresentados, o técnico garantiu que não pretende mudar a característica ofensiva da equipe para a sequência da competição.
“A gente não vai abrir mão da nossa forma de jogar. Vamos continuar sendo uma equipe ofensiva, buscando o gol. Não foi isso que causou os gols sofridos. Pelo contrário, alguns deles vieram justamente quando tentamos proteger mais o resultado. É uma ideia que vem funcionando e não será abandonada por causa de um jogo”, garantiu.
O próximo compromisso do Treze pela Série D do Campeonato Brasileiro será no domingo (19), às 17h, no Estádio Amigão, em Campina Grande.
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Foto: Daniel Vieira / Treze
