Adriano lamenta empate do Treze, mas projeta mais progressão na Série D: ‘Temos coisas a evoluir’
Para o treinador alvinegro, o desempenho e a entrega dos jogadores em campo é satisfatória, mas evolução é necessária
27 de abril de 2026

O Treze entrou em campo no último sábado (25) com uma missão importante: defender a liderança do Grupo A9 da Série D do Campeonato Brasileiro, e assim o fez. Mesmo com o empate dentro de casa, no estádio Amigão, em Campina Grande, o clube assegurou a primeira colocação da Chave. Embora, o técnico Adriano Souza tenha lamentado o resultado diante do Serra Branca e diz que o Galo “tem coisas a evoluir”.

Para o treinador alvinegro, o desempenho e a entrega dos jogadores em campo é satisfatória. O profissional tem gostado da forma que o elenco busca o jogo e, na última partida, não foi diferente. Mas mesmo vendo um time bastante adepto às suas ideias, as partes (comissão e elenco) ainda esperam uma maior evolução na Série D, principalmente com a competição chegando na metade desta primeira fase.

Era uma equipe (Serra Branca) que, estrategicamente, ia tentar picotar o jogo. Eles sabiam que o jogo corrido era favorável para a gente. O final do jogo reflete bem isso, eles comemorando o empate, e a gente bem triste, lamentando de não termos vencido o jogo. Se tem uma equipe que procurou jogar e vencer, essa equipe foi o Treze. O time tem muito do que são as minhas ideias, mas não estamos satisfeitos. Temos coisas a evoluir. Um time que fez dez gols nos últimos três jogos… agora todo mundo vai olhar o Treze, procurar ver o que o Treze faz. Vamos precisar ter uma variabilidade maior de ações ofensivas, continuar marcando, pontoando, sendo uma equipe que busca a vitória

Líder do Grupo A9, o Galo da Borborema tem sete pontos, com duas vitórias, um empate e uma derrota. O time é o mais ofensivo do campeonato até então, com 11 tentos — logo atrás vem o Porto Velho, do Grupo A2, com 10. O estilo de jogo proposto pelo treinador desde que assumiu o Galo é manter a imprevisibilidade dentro de campo e, por isso, destaca que é importante o grupo não ter medo de jogar e, apesar de projetar essa evolução ainda necessária ao longo das disputas, espera continuar praticando este futebol que chamou de “interacionista”.

É um futebol interacionista. É um jogo de posição que privilegia espaços de habilidade, não de força. Jogamos em pequenos espaços, mas prezamos pela superioridade numérica e posicional nos setores. Então, os jogadores tem liberdade para trocar de posição, preecher os espaços de forma livre, mas com inteligência. Vamos continuar sendo assim, porque é uma forma de ser imprevisível, mas continuar tendo um futebol bonito e eu entendo que é minha responsabilidade, como treinador, contribuir para a melhoria do futebol. Eu não posso chegar em um time com o tamanho do Treze e ter medo de jogar. Eu quero que os meus jogadores tenham coragem de jogar e façam um futebol que a torcida sinta-se representada por eles

O próximo desafio do Treze é diante do Decisão. O clube vai até Pernambuco, no próximo dia 3 de maio, encarar a equipe no SESC de Goiana, às 16h. O adversário é o lanterna do campeonato.

Receba todas as notícias do Arena Correio no Whatsapp

Foto: Daniel Vieira / Treze

Veja também
Selo copa 2026